Curiosidades
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O DNA é uma molécula bioquímica formada por 04 (quatro) bases nitrogenadas sendo: Timina, Citosina, Guanina e Adenina, ligadas entre si por pontes de hidrogênio, ligação química instável, encontramos também um monossacarídio do grupo das pentoses a Desoxirribose, ligada a um fosfato (H3PO4), formando uma dupla-fita helicoidal.
Vejamos agora como se processa a duplicação do DNA (ácido desoxirribonucleico). Com a ação da enzima DNA Topoisomerase (girase) a fita vai desenrolando tal qual um saca-rolhas, deixando nesse momento duas fitas simples que servirão de molde e a Helicase vai recortando as forças de hidrogênio entre as bases nitrogenadas e as ligações entre OH do fosfato e da desoxirribose, começa então a ação da DNA Polimerase I e III colocando os nucleotídios com suas bases complementares. Começa então uma organização dos nucleotídios (base nitrogenada + desoxirribose + fosfato), e começam a se unir às fitas simples, sempre no sentido 5' e 3' com o auxílio das enzimas DNA ligase I e II organizando um a um os nucleotídios, reconstruindo as ligações e as ligações nos espaços denominados fragmentos de Okasaki, formando duas novas moléculas de DNA idênticas à molécula mãe, este processo ocorre sempre que as células entram no Ciclo Celular ("divisão celular")
legenda: 5' e 3' refere-se ao número dos carbonos onde as hidroxilas estão livres na desoxirribose (pentose) que é nada mais que o açúcar do DNA
by bolha !
esquema mostrando a ação das DNAs polimerases e das DNAs ligases e percebemos a formação dos famosos fragmentos de Okasaki
Conhecida quimicamente como 5 - Hidroxitriptamina, sintetizada
mediante o comando do gene SLC6A4=6, está presente em altas concentrações nas
plaquetas sanguíneas (megacariócitos) e também no trato gastrintestinal e no
plexo mioentérico (músculos do intestino delgado) e em uma quantidade baixa é
verificada no encéfalo e na retina. No SN (Sistema Nervoso) atua como um
neurotransmissor (mediador químico) Sua produção ocorre através da hidroxilação
e descaboxilação do aminoácido essencial L-triptofano, isso em condições
normais do organismo (metabolismo).
Após liberação pelos neurônios
serotonimérgicos, boa parte da 5-HT liberada é recapturada por um mecanismo de
recaptação ativa e desativada pela enzima monoamino-oxidase (MAO) para formar o
ácido 5-hidroxindolacético (5-HIAA), composto catabólito da 5-HT encontrado na
urina e cujo nível urinário é usado como um indicador do metabolismo da mesma.
Na glândula pineal, a 5-HT é convertida em melatonina.
Existem um grande número de receptores da serotonina clonados e caracterizados
e continuam aumentando rapidamente. Atualmente temos os mais conhecidos: 5-HT1,...5-HT7,
a maioria desses receptores está ligada a Proteína - G e atua sobre a
adenililciclase ou a fosfolipase - C.
Entretanto, os receptores 5-HT3, são
canais iônicos, assim como os receptores colinérgicos nicotínicos.
das funções dos receptores 5-HT2A é a mediação no
processo de agregação plaquetária e a contração dos músculos lisos.
Em estudos com camundongos comprovou-se que a
ingestão excessiva de L-Triptofano na dieta alimentar, leva a obesidade e até
mesmo estados convulsivos fatais.
Vejamos o esquema das reações químicas sofridas
pelo L-Triptofano in-vivo:
by bolha
Referência Bibliográfica: Ganong - Fisiologia Médica
- Protozoose
causada por protozoários do gênero Leishmania, sendo as principais
espécies o Leishmania donovani e o Leishmania, Leishmania,
chagasi, da família Trypanosomatidae sendo
este último, endêmico da chamada Amazônia Legal e bastante comum no Estado
do Tocantins, podem ser encontrados também na região Sul do país,
diferentemente das Leishmanioses mucocutânea e cutânea, os L.
donovani e L. chagasi, tem um tropismo por células
sanguíneas, de órgãos hematocitopoiéticos, medula óssea vermelha, baço
entre outros, bem como o fígado. Os reservatórios biológicos
naturais são principalmente gambás, cuícas, raposas, cães,
preguiças, tamanduás e outros mamíferos.
- O protozoário, em seu ciclo biológico (reprodutivo), assume
duas formas evolutivas: amastigota e promastigota. A
primeira se desenvolve dentro do corpo dos hospedeiros e dos reservatórios
naturais. Uma vez lá, o amastigota multiplica-se no interior de células de
defesa do sangue conhecidas como macrófagos (*SMF). Quando o flebotomíneo
se alimenta do sangue de um hospedeiro, infecta-se com os amastigotas que,
então, se transformam em promastigotas. Na sequência, os promastigotas
reproduzem-se no tubo digestório do mosquito. Ao final de um processo de
modificação, os promastigotas são inoculados em novos hospederios pela
picada do flebotomíneo, nos quais voltam a assumir a forma de amastigotas,
completando, assim o ciclo evolutivo do parasito (leishmania).
- Os vetores (transmissores) são mosquitos do gênero Lutzomyia
da família Plebotomitidae das espécies Lutzomyia longipalpis e Lutzomyia
cruzi, conhecidos popularmente por birigui, corcundinha, mosquito
palha e etc. Quando as formas infectantes, denominadas amastigotas entram
no tubo digestivo dos vetores, se diferenciam em formas promastigotas, ou
seja, formas flageladas. Lembrando que esses protozoários são da mesma
Classe dos Tripanossomos, Zoomastigophorea ou Flagelados.
- Os principais sintomas são no ser humano: palidez, anemia, febre, hemorragias, hepatoesplenomegalia (aumento do baço e fígado), fraqueza, diarreia, leucopenia, hipoalbuminemia, entre outros. nos cães perda de pelo, dermatoses, descamções, ulcerações na pele, atrofia muscular, emagrecimento e etc.
- Não
existe vacina, o tratamento é a base de antimoniais pentavalentes
(antimoniato de N - metil - glucamina) e a anfotericina B
- O
diagnóstico laboratorial é através de: exames diretos, formas amastigotas
visualizadas por coloração Giemsa ou Wright, Leishman, Panóptico, e
depende do número de campos observados no mínimo 200.
- Profilaxia (modos de se evitar) acabar com o foco dos mosquitos transmissores, recolher os cães principalmente, pois, são as principais fontes de transmissão nas cidades, tratar os doentes, usar telas mosquiteiro, limpar sempre os quintais.
* SMF = sistema mononuclear fagocitário
by bolha
.
apoio
técnico: site drdrauziovarela.com/doenças e Secretaria de vigilância em
Saúde/MS.
Bem meus amigos, antes de entrarmos efetivamente no funcionamento do Sistema Imunitário (imunológico) vamos lembrar de alguns detalhes importantes como os órgãos responsáveis pela produção das células de defesa do organismo, temos: as tonsilas, linfonodos, apêndice cecal, timo, adenóides entre outros, ele também tem seu próprio sistema circulatório que corre através dos vasos linfáticos, e temos um líquido denominado linfa de aspecto viscoso e translúcido a amarelado.
Existem uma série de substâncias bioquímicas responsáveis por ajudar o funcionamento, promovendo o acionamento do nosso sistema de defesa são os mediadores químicos ou mensageiros e são liberadas pelas próprias células de defesa, auxiliando em uma resposta imune como as citocinas interleucinas I, II, III.. e os interferons alfa, beta, as prostaglandinas entre outros.
Vejamos as principais células componentes desse sistema:
- Linfócito B: são os responsáveis pela produção dos chamados anticorpos as imunoglobulinas IgA, IgD, IgE, IgM e IgG suas cadeias são em forma de Y e possui uma cadeia pesada e uma leve, unidas por pontes de dissulfeto e uma área variável que irá se conectar com as glicoproteínas dos antígenos (corpos estranhos), cada uma das Igs tem sua especificidade.
- Linfócito T: existem um grande variedade desse tipo de linfócito, temos o CD-04, CD-08, T killer, células de memória, células espumantes e etc. eles são os responsáveis por vasculhar e patrulhar todo o organismo, guardando informações sobre os agentes estranhos que invadem o corpo.
- Neutrófilos: são as células brancas polimorfonucleadas e granulocíticas, são as de primeira ordem, assim que são alertadas, formam um pelotão e iniciam uma fagocitose/pinocitose até estourar e formar o pus.
- Monócitos: auxiliam os neutrófilos no processo de fagocitose/pinocitose, se transformam em histiócitos e macrófagos, porém eles não morrem, realizam a digestão dos antígenos e fazem a clasmocitose (defecação celular).
- Basófilos: responsáveis por controlar os processos alérgicos e anafiláticos, se transformam em mastócitos liberando grãos de histamina e heparina principalmente, eventualmente auxiliam os eosinófilos no ataque aos endoparasitas como vermes e protozoários.
by bolha
- Neutrófilos: são as células brancas polimorfonucleadas e granulocíticas, são as de primeira ordem, assim que são alertadas, formam um pelotão e iniciam uma fagocitose/pinocitose até estourar e formar o pus.
- Monócitos: auxiliam os neutrófilos no processo de fagocitose/pinocitose, se transformam em histiócitos e macrófagos, porém eles não morrem, realizam a digestão dos antígenos e fazem a clasmocitose (defecação celular).
- Basófilos: responsáveis por controlar os processos alérgicos e anafiláticos, se transformam em mastócitos liberando grãos de histamina e heparina principalmente, eventualmente auxiliam os eosinófilos no ataque aos endoparasitas como vermes e protozoários.
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Blog de Ciências do Professor Bolha: Uso do RNA em Doenças Neuro-Degenerativas: Muita expectativa nessa nova ferramenta da Terapia Gênica, existem milhares de pesquisas e estudos usando essa molécula transcrita do DN...
Muita expectativa nessa nova ferramenta da Terapia Gênica, existem milhares de pesquisas e estudos usando essa molécula transcrita do DNA e lembrando meus caros que um nucleotídeo de RNA ou ARN é composto por A, C. G e U, um monossacarídeo a ribose que também é quimicamente uma pentose, ligados a um fosfato. Os Cientistas estão usando iRNA, mRNA, oligonucleotídeos formadores de tripla hélice entre outros. Lembrando que o responsável pela efetiva produção de proteína, então nada melhor que utilizar o responsável, a biomolécula transcrita do DNA e com o auxilio do tRNA e do rRNA, sintetizam as proteínas necessárias ao funcionamento e formação do nosso organismo. Um dos mecanismos pesquisados atualmente por pesquisadores da Fiocruz no Rio de Janeiro, são os mecanismos pós-transcricional são intermediados por proteínas de união, ao RNA aos quais se ligam preferencialmente em elementos cis, presentes nas regiões não codificadas do mRNA, desta forma regulam a vida média dos transcritos e quais deles serão realmente traduzidos em proteínas.
Basicamente, o uso de RNAs no tratamento dessas doenças consiste em reorganizar as sequências dos códons ou mesmo a troca de uma das bases nitrogenadas do mRNA, promovendo a produção de proteínas utilizadas no metabolismo normal das células, ou até mesmo novas proteínas que irão realizar reparos nas células danificadas do Sistema Nervoso, melhorando a vida de pacientes com Alzheimer, Parkinson, Ataxias Cerebelares entre outras. Utilizando técnicas de biologia molecular/bioquímica como a FISH, PCRs e imunocitoquímica é possível analisar e fazer uma transcrição diferente da programada pelo DNA das células.
by bolha!!
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